Projeto de Solidariedade entre as Igrejas do Brasil e da Guiné-Bissau
A cooperação entre a Igreja no Brasil e a Igreja na Guiné-Bissau é um testemunho concreto de comunhão, solidariedade e corresponsabilidade missionária entre Conferências Episcopais. Ela expressa o compromisso da Igreja no Brasil de caminhar junto, partilhar dons e fortalecer a formação pastoral e teológica onde há maiores necessidades.
Desde 2006, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, mantém uma parceria contínua com a Igreja da Guiné-Bissau, com foco especial na formação de seminaristas e lideranças eclesiais.
A cooperação se realiza principalmente por meio do envio regular de professores brasileiros para o Seminário Maior Interdiocesano Dom Settimio Ferrazzetta, em Bissau, oferecendo cursos intensivos de Filosofia e Teologia. Em 2019, a iniciativa foi fortalecida com a participação do Departamento de Teologia da PUC-Rio, ampliando a qualidade acadêmica e a continuidade formativa.
Entre 2006 e 2025, foram enviados 25 professores brasileiros, que colaboraram diretamente na formação teológica e filosófica dos seminaristas e também na formação permanente de padres, religiosos(as) e agentes de pastoral.
O projeto nasce do espírito de solidariedade missionária além-fronteiras: partilhar recursos, conhecimento e presença para que a Igreja local cresça com bases sólidas e maior autonomia formativa.
A cooperação busca:
- Fortalecer a formação filosófica e teológica de seminaristas, consagrados(as) e leigos(as);
- Apoiar a formação permanente de lideranças locais;
- Enviar professores de Teologia e Filosofia de modo regular;
- Possibilitar a estudantes da Guiné-Bissau acesso a mestrado e doutorado no Brasil;
- Proporcionar aos docentes brasileiros experiência missionária e intercâmbio pastoral.
Os frutos já são visíveis: oferta contínua de disciplinas teológicas, fortalecimento da formação presbiteral, apoio à formação de lideranças e maior integração entre as Igrejas. A presença dos professores também favorece o intercâmbio pastoral, a participação em celebrações, encontros comunitários e formação das lideranças locais.
Mesmo diante de desafios de infraestrutura e logística, a experiência tem se mostrado fecunda. A cooperação Brasil–Guiné-Bissau confirma que, quando as Igrejas caminham juntas, a formação se fortalece e a missão ganha novo impulso — com raízes locais e espírito universal.
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