Cooperação Intereclesial: Brasil – Timor-Leste

Projeto de Cooperação da Igreja no Brasil com a Igreja de Timor-Leste

O Projeto de Cooperação entre a Igreja no Brasil e a Igreja de Timor-Leste é um sinal concreto de comunhão missionária, solidariedade e partilha de dons entre as Conferências Episcopais. Ele expressa o compromisso da Igreja no Brasil de caminhar junto, fortalecendo a formação, a ação pastoral e o serviço ao povo timorense.

A cooperação foi construída em etapas. Entre 2000 e 2010, por meio da parceria entre CNBB e CRB, foram enviadas 13 missionárias leigas e religiosas, inseridas em duas comunidades, colaborando na formação de seminaristas, na educação e em ações sociais. Foi um tempo de presença próxima, escuta e partilha de vida.

A partir de 2013, iniciou-se uma nova fase, com foco na formação acadêmica e teológica. O projeto, aprovado em 2012 e iniciado em 2014, uniu a CNBB, a PUC-PR, o Instituto Superior de Filosofia e Teologia Dom Jaime Garcia Goulart (ISFT) e a Conferência Episcopal Timorense (CET). Durante dez anos de parceria, foram enviados 22 professores nas áreas de Teologia e  Filosofia para colaborar na graduação e pós-graduação em Dili.

Entre os principais frutos estão:

  1. um curso de especialização em Religião, Ética e Cultura, com 48 concluintes;
  2. a formação de 10 sacerdotes em mestrado e doutorado no Brasil, com bolsa integral;
  3. a publicação do livro Timor-Leste em Estudo: Ensaios sobre Religião e Cultura (2020).

Hoje, o projeto avança para um novo passo: investir na qualificação de padres timorenses para que se tornem professores e formadores em seu próprio país, fortalecendo a autonomia da Igreja local. Novos modelos de cooperação acadêmica e missionária estão em desenvolvimento.

Mais que um acordo institucional, esta cooperação é um gesto de fraternidade entre povos e Igrejas. Como recorda o Concílio Vaticano II no decreto Ad Gentes:
“A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária” (AG, 2).

Assim, a missão continua: partilhar, formar e servir — juntos — para que o Evangelho gere vida e esperança.